Espetáculo Jardim: um solo poético para crianças

Data: Aug. 12, 2018

Horário: 4 p.m.

Local: Teatro Centro Cultural Vera Schubert

Espetáculo Jardim, um solo poético para crianças, será apresentado em Umuarama. 🎭❤

Secretaria de Estado da Cultura e Tecer Teatro levam belíssimo espetáculo teatral ao interior do Paraná.

A peça teatral “Jardim – Um solo poético para crianças”, indicada ao prêmio paranaense “Troféu Gralha Azul” nas categorias de melhor espetáculo, melhor atriz, direção e cenário, será encenada em Umuarama, no próximo dia 12, às 16h no teatro do Centro Cultural Vera Schubert. A iniciativa, da Tecer Teatro, foi viabilizada pelo Secretaria de Cultura do Paraná, através de projeto selecionado pelo edital Domingo tem Teatro, em parceria com a Fundação Cultural em Umuarama. Todas as apresentações serão gratuitas e dirigidas ao público de todas as idades.

Criança e poesia pertencem ao mesmo universo. A conexão é imediata. Ambas caracterizam-se pela imaginação, fantasia, sensibilidade e afetividade. A capacidade de construir e desconstruir o mundo. Por isso é que a poesia mexe tanto com o imaginário da criança, porque as duas possuem a mesma natureza criativa. Na verdade, a poesia é o brincar que as crianças tanto gostam, só que com as palavras.

Fortalecer esta ponte feita das delicadezas de dois mundos foi o que inspirou a montagem do espetáculo Jardim, da Tecer Teatro – Arte, Educação e Cultura. A peça é um solo poético voltado para crianças, mas que deseja alcançar pessoas de todas as idades. A obra conduz o espectador a uma viagem pela existência, contemplando a vida, a passagem do tempo, numa atmosfera de sonho. Aborda questões sobre o viver e o morrer, a partir da natureza, tendo um jardim abstrato como espaço para vivenciar tais processos: nascer, brotar, crescer, dar frutos, voltar a ser semente.

“Nossa intenção com este trabalho é provocar os sentidos, estimular o gosto pela palavra, promover conexões e convidar a criança a um mergulho em infinitas possibilidades”, revela Fabiana Ferreira, atriz do espetáculo. O poeta Manoel de Barros é referência forte no trabalho. A ideia da montagem surgiu no ano em que ele faleceu, 2014.

Além de ter uma empatia especial para tudo o que envolve a criança, o escritor sublinha a estreita dimensão dos seres humanos diante da natureza. Além disso, desautomatiza o olhar distraído frente ao universo. “Adulto é aquele que deixou os olhos acostumados. Já a criança inventa mundos, tem a vista arregalada”, cita o texto da peça escrito por Carolina Santana. “Ele dizia que todos nós temos um bauzinho da infância, uma caixinha, uma espécie de cofrinho onde ficam guardadas nossas primeiras impressões, os primeiros cheiros, os primeiros ruídos do vento e das folhas caindo. Crianças gostam de cheiros, de música, de ruídos, de brincar com as palavras, de fazer poesia”, aponta a diretora Cristine Conde que também assina cenário e figurino.

Embora a palavra tenha sido a fonte de inspiração do projeto, o corpo em Jardim tornou-se também veículo forte de expressão. “A Fabiana, além de atriz, é bailarina, com uma enorme capacidade corporal, potencialidades que foram base de criação do espetáculo. Criamos um terrário, um jardim fantástico. Uma partitura de imagens, sons e movimentos com grande impacto visual. Um espetáculo sensorial, artesanal, delicado, que quer envolver a criança em um universo poético, para falar de coisas reais, conta a diretora. Minha função foi costurar tudo isso”, conclui.